Culpados!

Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que crêem, porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus. (Romanos 3:21-26)
Qualquer pessoa que acompanhe minimamente o noticiário se sentirá indignada ao menos uma vez todos os dias. O espancamento de um militar que reclamou de barulho às 3 da manhã e foi agredido covardemente por seis homens; os ataques feitos por homens armados com facas em escolas chinesas ou os freqüentes casos de corrupção despertam o nosso senso de justiça. Quando estes crimes ficam impunes, a sociedade se sente frustrada e cresce a sensação de que as pessoas boas só se dão mal.

E nem sempre é preciso que algo grave aconteça para que clamemos por justiça. Uma fechada no trânsito, alguém que grita conosco ou até mesmo o vizinho querendo pregar um quadro na hora do nosso estudo já nos fazem despejar palavrões, maldições e exigirmos que algo horrível aconteça como retribuição àquele absurdo.

Engraçado...temos um senso de justiça tão apurado...mas ele parece desaparecer quando o assunto é pecado. Quando pregamos que toda a humanidade é culpada diante de Deus e que Ele se ira com nossas culpas, tapamos os ouvidos. Nós temos o direito da indignação, Deus só tem o direito de ficar calado e não perturbar o livre exercício de nossa liberdade.

Contudo, Deus não se sujeita aos limites impostos pela humanidade. Se nós queremos justiça, Deus a quer em um grau infinitamente superior. A diferença é que, enquanto muitas vezes nós somos impotentes para punir o erro, Deus com certeza irá punir todo mal cometido no mundo, inclusive aquele cometido por mim e por você.

A justiça de Deus existe
A imagem popular de Deus no Brasil é a de um velhinho bondoso, sentado em um trono muito distante e que perdoa todas as ofensas cometidas contra Ele. A figura do Juiz de vivos e mortos causa repulsa e é automaticamente associada ao fundamentalismo ou a uma visão má de Deus.

Mas, desde quando justiça é maldade? Mal é deixar impunes os erros cometidos. E a Bíblia é clara: Deus é justo. Aquele que peca se torna carente da glória de Deus (Romanos 3:23). Mas, sem a glória divina, também não é possível desfrutar adequadamente do favor de Deus, também conhecido como graça. Na verdade, o pecado quebra a comunhão entre Deus e os seres humanos:
Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça. (Isaías 59:2)
Todas as nossas ações têm conseqüências, mesmo as menores. E isso vale para os nossos pecados. Não importa se foi uma mentira (Provérbios 19:9), uma olhada para a mulher do próximo (Mateus 5:28) ou uma ansiedade em relação ao futuro (Mateus 6:25). Essas ações são suficientes para nos separar de Deus.

E, se não houver arrependimento, essa separação será uma realidade eterna:
Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade. (Mateus 7:21-23)
Mas há uma forma de escapar dessa condenação sem ferir a justiça de Deus.

A redenção que há em Cristo Jesus
Em Romanos 3:25, lemos que o sangue de Cristo foi proposto por Deus como propiciação. Essa palavra significa um sacrifício que afasta a ira, o castigo devido por algum pecado. Em outras palavras, Jesus Cristo se ofereceu para morrer no lugar dos pecadores:
Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente, carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nos, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados. (1 Pedro 2:21-24)
Nenhum pecado fica impune. A diferença é que uns pagarão integralmente a justa pena por seus pecados, enquanto outros terão sua dívida paga por Jesus. E quem são estes privilegiados? A resposta é: todos os que crêem (Romanos 3:22). Deus é o justificador daquele que tem fé em Jesus (Romanos 3:26).

O que significa exatamente ter fé em Jesus? Em primeiro lugar é reconhecer que Jesus é o Senhor, ou seja, que Ele é Senhor de nossas vidas, o nosso verdadeiro Dono, a quem devemos obediência. Em segundo lugar, é acreditar na verdade da morte e da ressurreição de Cristo Jesus:
Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. (Romanos 10:9)
E essa é uma verdade que vale para todos. Todos, sem exceção, somos culpados aos olhos de Deus. Todos os nossos pecados, sem exceção, são ofensas que ferem o direito de Deus diretamente. Ele é justo em nos condenar.

Mas a boa notícia (esse é o significado de Evangelho) é que nós podemos escapar dessa condenação, se crermos em Jesus Cristo. Por isso, arrependa-se de seus pecados! Deixe Jesus ser o Senhor de sua vida! Creia n'Ele! Esse é o caminho que o levará, no fim dos tempos, ao reino dos céus.

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